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O que é Filtro Hidráulico?

Por Filtros Tecfil | 9 de setembro de 2020

Os motoristas do século XXI se acostumaram com carros muito confortáveis e de direção leve. Mas não foi sempre assim. Antes, sem a chamada “direção hidráulica”, os automóveis possuíam volantes muito mais duros de mover. Há uma peça com um papel central nesse ganho de maleabilidade: saiba o que é Filtro Hidráulico e sua importância nessa história.

O seu próprio nome já indica a sua principal função: filtrar. Mas o quê, exatamente? Esse elemento está presente no sistema hidráulico de um carro. O sistema necessita de óleo (o chamado “fluido hidráulico”) para funcionar, e o óleo, por sua vez, precisa de um filtro que retenha suas impurezas.

Afinal, esse óleo passa por diferentes câmaras e por diferentes peças, proporcionando lubrificação e fazendo pressão sobre elas, e pode acabar contendo detritos. Esses detritos (por menores que sejam) acabam por danificar todo o sistema, já que o óleo se espalha por vários lugares.

Não ter o filtro hidráulico em dia é uma das principais razões para que outras peças parem de funcionar ou apresentem defeitos. Trocá-las pode sair muito mais caro do que trocar o filtro em si, e por isso é bom que os motoristas tenham cuidado especial com esse elemento.

Mas o que é o sistema hidráulico?

A palavra chave aqui é “direção” e também “volante”. O sistema hidráulico de um automóvel, afinal, está diretamente relacionado aos comandos engatilhados por um motorista para fazer o carro mudar de posição ao girar o volante. E ele também está associado (embora isso seja mais óbvio) com a famosa e conhecida “direção hidráulica”.

Ela começou a ser implementada apenas em carros de luxo, mas acabou se popularizando, tornando-se quase um requisito para os carros de hoje em dia. É ela quem garante uma estabilidade maior na direção de um veículo, facilitando que o motorista faça curvas e mantenha uma boa condução em relevos mais acentuados também.

A direção hidráulica (e o sistema hidráulico, portanto) é considerada quase um item de segurança para os veículos atualmente, estando presente também nas categorias mais pesadas como em caminhões.

Esse sistema é composto por alguns elementos essenciais. Entre eles, os mecanismos de direção (como o volante), a bomba hidráulica, o fluido, o reservatório de óleo, as tubulações de alta e baixa pressão, o pinhão e a cremalheira. E também, é claro, pelo filtro de óleo hidráulico.

Vamos apresentar a definição e o papel de três dos principais componentes desse sistema a seguir:

§  Bomba Hidráulica: é ela quem gera vazão do fluido hidráulico (óleo), controlando a pressão desse sistema de direção. Esse movimento é importante porque define a velocidade de giro do volante. Ela é instalada no motor e é acionada por meio de polias e correia.

§  Reservatório de óleo: nele, fica armazenado o fluido utilizado no sistema hidráulico para facilitar a movimentação do volante. Esse óleo funciona como um lubrificante e, quando retém impurezas, pode acabar causando danificações em todo o resto do sistema.

§  Cremalheira: É ela quem orienta o direcionamento das rodas, dependendo do comando do efetuado pelo condutor.

Quando o motorista efetua movimentos com o volante, direcionando algum tipo de pressão a essa direção, uma válvula é ativada. Ela se abre e se fecha a partir dessa detecção, e o movimento possibilita a vazão do óleo pelo sistema (vindo do reservatório). Quando esse fluido sai, ele faz pressão sobre o “pinhão” (uma espécie de engrenagem), que aciona então a cremalheira.

Essa última peça é formada por vários “dentes”, perfeitos para o encaixe de uma engrenagem como o pinhão. Ele roda sobre ela, fazendo com que a direção também gire para onde o motorista comandou. Por conta de todos os mecanismos, o carro consegue a força necessária para que as rodas girem e a direção seja ativada da melhor maneira.

A ideia é facilitar o próprio trabalho do motorista, que teria que utilizar uma força muito maior caso essas peças não estivessem funcionando em conjunto.

Quando o sistema não vai bem, o motorista e proprietário do carro pode começar a perceber um desconforto ao dirigir, especialmente direcionado ao volante. Caso esteja muito difícil de virar a direção, e caso o próprio volante não esteja seguindo os comandos do condutor, pode ser um sinal de que todo o sistema precise de uma revisão.

E o filtro hidráulico?

Ele está inserido no meio de todo esse sistema. Afinal, já deu para notar que o óleo (também chamado de “fluido hidráulico”) é uma parte fundamental desse todo. Se ele não estiver presente, a pressão necessária para mover o pistão e para lubrificar o sistema não seria alcançada.

Mas se o filtro desse óleo não está presente, a coisa também não funciona bem (ou pelo menos não por muito tempo). Em muitos casos, a principal causa de falhas no sistema hidráulico está justamente na mistura do óleo com detritos e impurezas, que vão aos poucos danificando os outros componentes da direção hidráulica.

O filtro hidráulico é responsável justamente por separar essas substâncias sólidas, tais como partículas de tinta, plástico, cavacos. Ele realiza essa separação ao reter tais partículas, vindas do próprio sistema hidráulico, tornando o óleo que segue o caminho muito mais limpo e livre de impurezas. Isso evita o desgaste da bomba hidráulica, principalmente.

Dessa forma, esse filtro garante que a transmissão tenha uma efetividade maior, sem perder suas propriedades e sua função lubrificante.

Os tipos de filtro hidráulico

É importante dizer que cada tipo específico de carro recorrerá a um tipo específico de filtro hidráulico. Seus formatos podem variar e seus nomes também: pode ser um filtro de linha/pressão, de sucção, de retorno, de ar convencional, de ar com sílica gel.

A empresa que vende esse tipo de equipamento deve indicar o melhor tipo de filtro para cada caso, e o manual do fabricante também tem especificações para efetuar essa compra. Mecânicos também podem ajudar na hora de fazer a escolha do tipo de filtro hidráulico mais adequado para a situação.

Esses diferentes formatos podem até mesmo ser combinados, já que cada um tem propriedades e funções diferentes. Seus nomes estão diretamente relacionados ao lugar exato em que estão posicionados dentro do sistema. Falaremos sobre dois deles:

–   Filtro de sucção: a principal função desse tipo de filtro hidráulico é proteger as bombas hidráulicas contra essas partículas sólidas. Para isso, o elemento filtrante é posicionado nas linhas de entrada da bomba.

–   Filtro de retorno: já os filtros hidráulicos de retorno estão dispostos no final ciclo, na entrada do próprio reservatório de óleo (onde esse fluido permanecerá até todo o circuito começar de novo). Eles retêm partículas menores, protegendo o próprio reservatório de ser contaminado de novo.

Quando saber se está na hora de trocar?

É importante ficar atento aos problemas envolvendo a direção. Como dito antes, se o volante não corresponde perfeitamente aos comandos do motorista (se parece um tanto “emperrado”), e se o próprio carro mostra dificuldades em fazer curvas, o problema pode estar localizado no sistema hidráulico.

Além disso, como também já foi dito, a falta de filtragem do fluido hidráulico gera desgastes nas peças, sendo a maior responsável pela sua deterioração. É bem provável, portanto, que quando o carro apresente esses sintomas, o problema esteja justamente no filtro de óleo hidráulico.

De qualquer maneira, todo carro possui um manual de sua montadora. Esse manual traz sempre especificações sobre quando as trocas devem ser efetuadas, além de especificar quais são as peças que devem ser instaladas corretamente. Com o filtro hidráulico não é diferente. Caso o motorista tenha dúvidas, é só dar uma olhada nesse manual.

Geralmente, essa troca é orientada de acordo com o tempo em horas de trabalho do automóvel. Também é comum que a recomendação seja trocar o filtro a cada troca do óleo usado no mesmo sistema hidráulico. É sempre bom ficar atento e pedir a ajuda de mecânicos especializados, quando preciso.

Uma opção mais ecológica

Já é uma tendência mundial que diferentes peças do universo automotivo sejam substituídas por suas versões sustentáveis. Isso tem sido feito até mesmo com o próprio combustível, com a proliferação de automóveis elétricos funcionando à bateria pelas ruas (embora existam controvérsias sobre o quanto essas baterias são de fato mais ecológicas).

Pois bem. Com os filtros, no geral, isso também tem acontecido. O Filtro de Óleo Hidráulico Ecológico foi formulado e tem sido vendido por diferentes marcas no mercado. Ele é constituído por um elemento filtrante plissado, fundido em uma tampa plástica. Ele elimina, assim, os materiais metálicos envolvidos em sua antiga composição.

Esses metais envolviam a carcaça, a tampa, a válvula e os antigos adesivos. Não só os materiais são sustentáveis nessa nova versão, como o próprio processo de fabricação do filtro é muito mais simples e rápido. Afinal, para fundir os metais e transformá-los em sua nova forma é preciso usar energia química e elétrica (o que torna tudo menos sustentável).

Na hora do descarte, é possível incinerar todo o filtro, sem causar contaminação do solo e sem emitir gases tóxicos ao meio ambiente (algo possível pela própria forma como o elemento filtrante é produzido). O óleo também pode ser aproveitado.

O preço dos filtros hidráulicos

Esse não é o produto mais barato do mercado. Embora a direção hidráulica seja muito eficiente e traga resultados muito positivos, o filtro de óleo hidráulico não tem um preço tão acessível quanto o de um filtro de combustível comum (por volta de R$30,00) ou quanto o de um filtro de ar de cabine (geralmente entre R$30,00 a R$40,00).

Ele pode custar muito caro caso o proprietário do carro queira a melhor filtragem do mundo (passando de R$100,00 ou mesmo de R$200,00). Para meros mortais, pode ficar entre R$50,00 e R$60,00.

A Tecfil é uma das marcas que vende os filtros hidráulicos mais baratos, sem perder a qualidade. Além do mais, ela possui uma variedade grande de estilos (dos mais acessíveis aos mais complexos).

É bom lembrar também que, embora o preço possa ter um sabor levemente amargo para muitos, os defeitos causados pela falta de filtro são muito mais custosos. A bomba hidráulica, por exemplo, costuma ter um preço mínimo de R$300,00. Do amargo para o salgado, é melhor ficar com o primeiro.

Os vários tipos de filtro de um carro

Esse filtro que foi tratado no texto está diretamente relacionado a carros que possuem direção hidráulica (a maioria deles hoje em dia). Há outros tipos de filtro, no entanto, que exercem um papel muito importante no funcionamento de um carro, e que estão localizados em diferentes partes dele.

tipos de filtro

A frequência de sua troca sempre deve ser observada conforme o manual do fabricante de cada carro, bem como seus cuidados específicos. Vamos conferir alguns exemplos a seguir:

Filtro de ar: é responsável pelo bom estado de um motor. Sua função é reter impurezas que chegam pelo ar externo. Evitando que estas impurezas vão para câmara de combustão, tornando a mistura ar e combustível a mais pura possível.

Ele se enquadra, portanto, como um item essencial e de segurança do veículo.

Para perceber quando há problemas nesse filtro, pode-se observar visualmente a peça. Se ela parece suja, carregando impurezas, está na hora da troca. Fumaça negra no escapamento e aumento no consumo de combustível também são alguns sintomas que mostram que é necessário realizar a troca do filtro.

Filtro de óleo: esse está muito relacionado com as partes metálicas do motor. Elementos como pistões, cilindros, virabrequim, cabeçote e biela estão sempre se movimentando e tendo contato uns com os outros. Dessa forma, um desgaste pode acontecer e partículas desses metais podem acabar circulando pelo óleo do motor – gerando desgastes.

Caso não seja feita a troca do filtro de óleo, essas partículas metálicas vão continuar circulando pelo motor e podem danificar várias das peças: além das citadas acima, os anéis, as válvulas e mancais também estão correndo perigo.

Filtro de ar-condicionado: Não necessariamente o veículo precisar ser equipado com o ar condicionado para fazer uso deste filtro, basta possuir a cabine ou o habitáculo. Ele é de extrema importância, porque retém impurezas que vem do lado de fora do carro para dentro do veículo, preservando a saúde dos ocupantes do veículo.

O período de troca do filtro de cabine pode variar, pois vai depender do ambiente de rodagem do veículo, entretanto é recomendado periodicamente fazer uma análise visual no produto e verificar o nível de contaminação do mesmo. 

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