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O que é e como funciona o Alinhamento 3D?

Por Filtros Tecfil | 2 de junho de 2020

O alinhamento de um carro é um componente fundamental para o seu pleno funcionamento. Quando um veículo começa a puxar mais para a esquerda ou para a direita, é sinal de que suas rodas estão desalinhadas, o que gera desgaste irregular dos pneus. Há uma forma mais eficiente de fazer esse alinhamento: descubra o que é e como funciona o Alinhamento 3D.

Essa não é uma tecnologia assim tão nova, tendo sido usada pela primeira vez em 1995. Mas foi aos poucos que o mercado automobilístico brasileiro foi absorvendo-a. Hoje, já existem muitas oficinas e autocenters pelo Brasil que utilizam a tecnologia, e ela tem sido cada vez mais visada: afinal, é uma maneira mais precisa e rápida de fazer o alinhamento de um carro.

Ela consiste, basicamente, em usar sensores e plataformas para medir o quanto as rodas estão endireitadas. Para isso, há um sistema eletrônico em que as especificações do fabricante de cada carro são inseridas, e então o mecânico pode medir com precisão onde estão os descompassos.

Depois de feito o alinhamento 3D, é como se o carro saísse novamente da fábrica: isso porque ele está alinhado exatamente como pede o manual do fabricante. As técnicas mais antigas de alinhamento, embora também funcionem, não são tão precisas. Descubra o porquê, e quais as outras vantagens dessa tecnologia.

Como funciona o alinhamento 3D

Depois de já explicado o que é o alinhamento 3D, é interessante entender como exatamente ele funciona.

Para que esse tipo de alinhamento seja feito, é preciso que a oficina mecânica tenha máquinas e equipamentos específicos para tal. Essa maquinaria envolve câmeras, tela de computador, refletores, sensores e plataformas – além de um sistema complexo de medições e comparações.

Funciona da seguinte maneira: o carro é colocado acima de plataformas, as quais possuem uma série de sensores. Esses sensores leem a posição de refletores instalados nas rodas, analisando os parâmetros x, y e z (as três dimensões da roda). As medidas são feitas por meio de um sistema de referência integrado com pêndulos de curvatura e inclinação.

Os resultados e medições são direcionados para uma tela de computador que também faz parte do equipamento comprado. Nessa tela, aparecerá o desenho tridimensional de algumas partes do veículo (inclusive das rodas).

Por último, o sistema também mostrará qual é a variação das medidas encontradas em relação às especificações e configurações de fábrica de cada modelo – devidamente registradas no sistema eletrônico.

Tudo isso garante resultados muito precisos, sem necessitar de calibrações complicadas. Para o mecânico, é só posicionar corretamente as peças e depois verificar qual a diferença entre as medidas obtidas e as medidas ideais do veículo, especificadas pelo fabricante.

Então, o profissional poderá fazer um ajuste muito mais apurado, deixando o carro tão alinhado quanto aqueles que acabaram de sair da fábrica.

alinhamento 3d
O alinhamento 3D é uma das formas mais precisas de alinhar o carro.

E quais as principais vantagens desse modelo?

Algumas das vantagens do alinhamento 3D já foram citadas, mas vamos explorá-las melhor nesse tópico. Facilidade de operação, precisão, durabilidade da calibragem são algumas delas.

Precisão

Uma das melhorias mais óbvias talvez seja a precisão obtida com as medidas do alinhamento 3D. Afinal, há uma série de aparelhos e componentes computadorizados em alta definição, visando justamente que os marcos sejam mais exatos.  Seus sensores têm um esmero muito grande e proporcionam uma leitura tridimensional das partes do veículo.

Tudo isso é positivo não só para o cliente – que realmente gostará mais do resultado – como também para a própria oficina. Isso porque o cliente voltará mais vezes procurando o serviço, além de recomendá-lo a terceiros. Os profissionais também podem cobrar mais caro pela operação, uma vez que ela envolve aparatos tecnológicos melhores e mais complexos.

Além disso, a própria necessidade de manutenção é bem menor, o que faz o alinhamento 3D ser um investimento muito positivo a longo prazo.

Facilidade para o mecânico

Por ser um sistema computadorizado e que oferece medidas tão complexas, pode parecer que a utilização desse aparelho é mais difícil. Mas isso não é realmente verdade. Embora haja diversas peças que o profissional da mecânica tenha que manusear para obter os resultados, elas não são tão complicadas. Encaixá-las costuma ser até mesmo intuitivo.

O operador precisa, além de posicionar os elementos, realizar os ajustes depois de já obtidas as medidas. Ele precisará dedicar uma atenção especial à diferença mostrada entre o desalinhamento obtido e o alinhamento recomendado pelo fabricante daquele modelo de carro.

Não há muitos fios e cabos no aparelho, pois normalmente a comunicação entre suas peças é feita via bluetooth ou wireless.

– Aumento no atendimento

Também há uma agilidade muito maior no atendimento aos clientes da oficina. Não é tão difícil imaginar o motivo: uma vez que o mecânico tem um trabalho muito menor ao posicionar o equipamento (e uma vez que recebe os resultados mais rápido), cada serviço pode ser despachado com maior frequência.

Esse é um fator muito importante, porque faz com que os próprios clientes se sintam mais satisfeitos com o serviço prestado pela oficina ou autocenter. Agilidade, afinal, é uma das maiores procuras entre os motoristas que levam o carro para o conserto.

Durabilidade do alinhamento

Além dessas três vantagens citadas, também há um aumento na durabilidade do alinhamento. Isso acontece porque, como ele é feito com uma precisão maior, há uma tendência menor de que o pneu volte a se desestabilizar. Assim, o mesmo serviço acaba durando por um tempo maior.

Os outros 2 tipos de alinhamento: óptico e a laser

Por mais que tenha surgido em 1995, o alinhamento 3D foi se aprimorando com o tempo e hoje representa uma forma moderna de endireitar os pneus. No entanto, as maneiras mais antigas ainda são bastante utilizadas, embora entreguem resultados diferentes. Conheça duas delas:

Alinhamento óptico

Essa é a forma mais antiga e, por consequência, menos tecnológica de fazer um alinhamento. Também é conhecida como “alinhamento manual”. Ela consiste em prender às rodas do carro dois instrumentos óticos: canhões (ou faróis) de luz. Para realizá-lo, é preciso ter um painel com medições na frente do veículo.

Assim, quando as luzes são ligadas, é possível ver se as elas estão em uma mesma reta. Aos poucos, é possível ajustá-las. O problema desse tipo de alinhamento é que ele é muito pouco preciso: para saber os ajustes a serem feitos, o mecânico deve se basear nas medidas da parede e na luz projetada.

Além disso, não há especificações relacionadas a cada modelo de carro.

– Alinhamento a laser

Um pouco mais complexo, o alinhamento a laser (conhecido também como “alinhamento eletrônico computadorizado) continua tendo um funcionamento bastante parecido com o óptico. No lugar dos focos de luz, são colocados projetores a laser em cada roda. O painel à frente do carro possui maiores referências de medidas também.

Ele é mais eficiente, porque o laser é mais rápido do que a luz, e também é um feixe bem mais exato. Além disso, o painel à frente é feito de uma chapa de aço, escadas para centralização do volante, pratos dianteiros e bandejas traseiras, além de um jogo de cavalete para fixação do conjunto.  Tudo isso é uma forma de obter medidas mais exatas.

Ainda assim, o sistema continua tendo imprecisões. E ele também não leva em conta as configurações ideais de cada modelo de carro.

falta de alinhamento 3d
A falta de alinhamento pode trazer diversos problemas.

Importância do alinhamento

Depois de já dito tudo isso, é essencial explicar também o porquê de o alinhamento ser um elemento tão importante para o funcionamento de um carro. O processo, afinal, tem o intuito central de colocar em ordem os sistemas de suspensão e a direção do veículo.

Ele não só aumenta o seu desempenho (reduzindo o consumo de combustível), como também é importante para a segurança do mesmo. Isso porque o volante se torna mais preciso, sem que a direção tombe para um lado ou outro, e, assim, o motorista tem um controle maior sobre o próprio carro – algo essencial para a sua segurança.

Além de regular as rodas, tornando-as perpendiculares ao chão e paralelas umas com as outras, também se verifica a inclinação dos pneus e de peças centrais da suspensão.

Se tudo for ajustado e ficar “nos trinques”, os pneus não sofrerão um desgaste irregular enquanto andam pelas ruas – uma vez que uma roda não estará sobrecarregada em relação à outra. Evitar essa sobrecarga significa, também, evitar um consumo maior de combustível pelo automóvel (algo desejado por todos os motoristas).

Causas do desalinhamento

Há muitas formas diferentes de causar desalinhamento dos pneus. A principal fonte delas é quando a roda passa por muitos trancos e, aos poucos, acaba saindo dos eixos.

Passar por ruas esburacadas, chocar o pneu contra a calçada com frequência, ou sofrer batidas: esses são motivos fortes que podem levar ao desalinhamento. Por isso, é importante evitar estradas mal pavimentadas e dirigir de forma mais cautelosa.

Mas há outras razões que também são causas da irregularidade na posição dos pneus. Uma delas é o desgaste de peças que compõem o sistema de suspensão. As molas de suspensão são um desses elementos, que podem acabar se deteriorando com o tempo e cedendo. Outras conexões e juntas também podem se desajustar e causar desalinhamento.

Não fazer a calibragem dos pneus com a frequência adequada também pode causar sobrecarga de um deles, e, consequentemente, descompassos no alinhamento do carro. Também é sempre bom ficar atento quando há substituição dos pneus do veículo, verificando se ele continua alinhado depois da troca.

Além dessas causas citadas, também pode-se ter problemas do gênero quando a altura do veículo é alterada, sem fazer as correções necessárias no seu sistema de suspensão. Nessa situação de mudança na altura do automóvel, as peças devem ser analisadas e, caso seja necessário, até mesmo trocadas.

Sintomas

É preciso saber quando está na hora de levar o carro para uma revisão. Há muitos sinais que o próprio veículo dá quando ele já não está alinhado. Muitas pessoas confundem os sintomas de falta de alinhamento com falta de balanceamento, então vamos esclarecer essas dúvidas.

Sintomas de falta de alinhamento

O desgaste irregular dos pneus é um sinal muito forte. Quando um dos pneus está com uma aparência boa, menos desgastado, e o outro já está mais “careca”, é uma indicação de que um dos lados do carro está sendo sobrecarregado. Em outras palavras, o veículo está desalinhado.

Outro dos sinais é quando, mesmo em uma estrada plana, o veículo começa a se desviar de uma linha reta. O volante está centralizado e o motorista não está movendo-o para nenhum lado, mas as rodas se inclinam para a esquerda ou para a direita e seguem nessa direção.

Automóveis que puxam muito para um lado são fortes candidatos a estarem desalinhados.

Também pode acontecer de o próprio volante começar a se virar para algum dos lados, contra os comandos do motorista, respondendo ao mal alinhamento das rodas. Em uma curva, isso se torna ainda mais perigoso, porque o volante pode apresentar resistência a voltar para a sua posição ideal.

– Sintomas de falta de balanceamento

Da mesma forma, o carro também apresenta seus sintomas quando o seu balanceamento não está adequado. Mas, diferentemente do desalinhamento, a fonte principal de desconfiança do desbalanceamento vem de vibrações anormais provocadas por partes do automóvel.

Vibrações no volante devem ser verificadas sempre que forem identificadas. Além disso, quando a carroceria do carro também apresenta balanços e oscilações, também é importante levar o automóvel para a revisão e notar se ele tem problemas em seu balanceamento. Outro sintoma frequente são recortes no pneu do carro.

Frequência de alinhamento

Mesmo quando o carro não apresenta nenhum dos sintomas acima, continua sendo importante levá-lo para uma concessionária com a frequência adequada. Cada carro possui uma especificidade, anotada em seu manual do fabricante, mas há uma recomendação mais geral para as revisões.

Geralmente, é recomendada uma verificação no alinhamento e balanceamento a cada 10 mil quilômetros rodados. É importante ressaltar que os dois serviços são bastante diferentes entre si, e não devem ser vistos como uma coisa só. A revisão é necessária para cada um deles.

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